“Medidas Desesperadas” ou “Medidas da Desesperada”?

Puxa, tanto tempo sem escrever… Vontade não falta, viu? Mas tempo… Tive que criar e adaptar! Então, no curto tempo que tenho para escrever, vai um post curto. Mas cheio de vontade e carinho!

E o assunto é… Forma física! Depois que engravidei do Paulo, há quase dois anos, não consegui retornar à corrida, que era o exercício que vinha fazendo até descobrir que estava grávida (e colocada de repouso, porque estava excedendo um pouco). O mais próximo que cheguei de fazer exercício foi ter começado a fazer Pilates em fevereiro, duas vezes na semana, pois tinha dores lombares. E não é pra menos! Levanto e carrego dois lindos e maravilhosos pesos de 12 e 20 quilos várias vezes ao dia (e a noite), todos os dias da semana! Mas não conta como exercício físico, conta como risco de fratura… Injusto, né?

Apesar de ter, praticamente, voltado ao peso que tinha antes de engravidar, o corpo está diferente. As roupas servem, mas… Não estou contente! Sem falar que a endorfina vicia e estou muito chata sem ela. Mas que horas fazer ginástica se tenho dois filhos pequenos e nenhuma babá? O Mário vai para escola à tarde, mas o Paulinho não. E nem quero colocar antes dos dois anos. Já peço para a Célia, que nos ajuda aqui em casa, ficar com o Paulo três vezes na semana (Duas do meu Pilates e uma da fono do Marinho). Isso bagunçou a rotina dela e a deixa preocupada. A mim , não. Já disse a ela, mas como ela é ótima e um anjo com as crianças, não posso perdê-la!  

Semana passada fui fazer a temida avaliação física. Como já era de se esperar… Falta músculo e sobra gordura, apesar de o peso me enquadrar entre os magros, essa proporção não fez a avaliadora sorrir ao falar comigo… E eu quase chorei ao ouvir suas recomendações: Exercícios aeróbicos (como nadar, correr, pedalar) três a quatro vezes por semana. Musculação, três vezes por semana. Alongamento ou Pilates duas vezes por semana. Ainda bem que a última parte eu faço, né? Mas jurava que o Pilates era priminho da musculação e não irmão do alongamento.

Foto de 26 de Março de 2011

Bem, temos um fato: Muita gordura e pouca massa muscular. Tenho que arrumar tempo e reverter isso! Domingo estava assistindo ao Fantástico e vi o quadro “Medida Certa” no qual Zeca Camargo e Renata Ceribelli malham e fazem reeducação alimentar durante três meses. Vi justamente no dia final. Sei que TV não é nada do que se vê, mas fiquei inspirada! Zeca queimou muita gordura pulando corda e ontem comprei minha corda! Comecei melhor do que a Renata, pois pulei doze vezes direto. O que consegui foram três séries de trinta pulos, com trinta segundos de descanso entre elas.  Fiz enquanto o Mário estava na escola e o Paulinho dormia. Postei no Facebook, alguns amigos apoiaram e “outros” duvidaram que isso dure muito (né, Gibim?). Legal!

Hoje já consegui me exercitar também. Logo pela manhã pedi para a Célia cuidar dos meninos e levei os cachorros para passear. Depois, percebi que isso é muito legal, não apenas para mim. Eles passeiam e fazem suas sujeiras na rua (eu recolho e jogo na lixeira, tá?). Como não sujam o quintal, então a Célia não precisa lavar. Nessa, ela não precisa mexer com água neste frio que vem fazendo em Sorocaba e não gastamos água. E eu faço exercício!  Maravilha!!! Quando cheguei da voltinha com eles, fiz a série de corda, mais uma de abdominais. Exercício feito!

Mais tarde coloquei o seguinte post no Facebook: “Aos que me acompanham no quadro “Medidas Desesperadas” no FB: Hoje pela manha levei os cachorros para passear, PULEI CORDA, fiz abdominais e, como prêmio, tomei banho sem sentir frio! :))”.  Renderam vários comentários e desabafos. Logo, me deu aquela vontade de escrever. E… Arrumei tempo e o post saiu! Pronto! Está criada a seção “Medidas Desesperadas” (Ou “Medidas da desesperada”? Kkk!) neste blog! Que seja tão inspiradora a quem ler quanto está sendo para mim!

Outra Paixão

Noite passada sonhei que estava escrevendo um post. Certamente porque andava pensando que já estava na hora que postar algo novo e dentre as mil e uma coisas das quais quero escrever, “pulou” uma.  Aliás, não sei como nunca havia falado nisso por aqui… Porque é uma da-que-las paixões que a gente tem na vida… Vou falar do meu amor por Salvador e pelo carnaval de lá!

No meu sonho o post começava assim:

“Ah, imagina só
Que loucura é essa mistura
Alegria, alegria é o estado que chamamos Bahia
De todos os santos, encantos e axé
Sagrado e profano, o baiano é carnaval…”

Sim, com o trecho da música “Chame Gente” de Armandinho Macêdo e Moraes Moreira. Pra quem gosta de carnaval, essa música é um hino! E realmente passa muito do espírito que tem essa festa maravilhosa, que vai muito além do beija-beija da Band e das dancinhas que dão audiência aos programas de auditório no verão.

Em dez carnavais passados em Salvador, foram dois anos solteira, no melhor estilo Band Folia, e oito namorando ou casada com o Cirão. Quem, aliás, eu conheci correndo atrás dos trios nas micaretas Brasil afora.  Foram nove anos seguidos, no carnaval após o nascimento do Marinho, não fomos. Fomos no ano seguinte. Ano passado, como eu estava grávida, não fomos. Esse ano… Ah! Ainda falta um mês. Quem sabe?

Nas primeiras três vezes que estive em Salvador, os carnavais foram muito legais, mas sempre chegando muito em cima do carnaval e partindo logo depois, tudo era muito rápido, intenso. Já ia com tudo arquitetado de São Paulo e chegando lá seguia o planejado. Na quarta vez , em 2001, que consegui chegar dias antes, ir a um ensaio do Olodum no Pelourinho, Grito com Ricardo Chaves e Timbalada no Candeal, ir além da dobradinha Asa/Chiclete e sair em blocos com Timbalada, Ricardo Chaves, Daniela Mercury e na Fobica de Dodo e Osmar, puxada pelos filhos de Osmar: Armandinho, Aroldo, Betinho e André Macedo. Nos anos que seguiram, fomos saindo cada vez mais do binômio Asa e Chiclete, e além dos já citados, saímos em blocos de Ricardo Chaves, banda EVA e Ivete Sangalo. Qual o melhor? O pior? Estou falando em paixão, daí, a última é sempre a maior, a mais intensa e a mais arrebatadora… No nosso caso, Timbalada. Mas, devo dizer que é aquela paixão que como diz a música da própria Timbalada “Quando percebi, outro alguém já existia”. Ou seja, foi tomando espaço e quando percebemos, já havíamos virado Timbaloukos!

No primeiro ano fiquei em um hotelzinho, super simples, mas com conforto. Foi legal, mas no ano seguinte fomos para um apartamento. Apartamento?!?! Apertamento! Doze pessoas em um apartamento de dois quartos! Levamos o calote em um maior e acabamos no que conseguimos. Acreditem, foi legal! Nos outros anos, sempre apartamentos, e desse tipo de hospedagem vieram muitas amizades, muitos amigos de outras praias caíram de pára-quedas. O hotel tem seu conforto, sua privacidade, mas as reuniões pela manhã de resenha do dia anterior são impagáveis e concorrem bravamente ao melhor momento do carnaval. E rendem estreitamentos de amizade que mudam nossos relacionamentos.

Teve uma vez que passamos quarenta e cinco dias nas terras soteropolitanas, alugamos um apê e ficamos sócios de um clube. Nadávamos todos os dias na Associação Atlética da Bahia, tomávamos um banho de mar no Porto da Barra, caminhávamos na orla da Barra tendo como vista o Farol da Barra e o Cristo, teve domingo com Ba-Vi, festa de aniversário na Barraca de Jajá… Na terça de carnaval, encostei-me num balcão de farmácia e pedi um remédio para dormir ao balconista. Com a costumeira gentileza do baiano, ele me perguntou “Por que, filha?” Expliquei que a angústia de ir embora de Salvador me fizera perder o sono. Em sua simplicidade, me disse “Então fique!”. Infelizmente, já não tinha dado, no meio da leseira descrita acima, procuramos empregos, mas não aconteceu. Voltamos.

Depois disso voltamos em vários carnavais. Na hora de voltar pra casa… A angústia e a insônia atacam! Daí, termino com a letra da música de Ricardo Chaves “Amor de Carnaval”:

“Essa onda de felicidade
Invadiu meu coração
Nunca mais dessa cidade eu saio
Eu não saio não
Foi tudo inesperado
Pensei só na diversão
Eu que já sou vacinado
Dancei pro meu coração

Eu vou me perder
Ninguém vai me achar
Eu vou esquecer quem sou
Eu vou derreter, vou entornar
Neste samba rock’n roll

Nasci pra te amar e não pra chorar
De tanta saudade amor
Não quero partir, não posso ficar
Então me diga onde eu vou

Me amarre aqui por favor
Me prenda pra eu não voltar
Amor, amor meu, meu amor
Me tranque pra eu não escapar
Me amarre aqui por favor
Me prenda pra eu não voltar
Amor, amor, meu amor
Me tranque pra eu não escapar…”

Salvador é uma das minhas grandes paixões, até o carnaval, vou escrever mais.

Des”mãe”me

Ainda bem que Deus não atende todos os nossos pedidos. Na minha vida de mãezona “24 horas por dia, 7 dias por semana” tem momentos que peço a Deus que essa fase passe logo para que os meninos fiquem mais independentes e sobre mais tempo para minhas coisas. Por outro lado, venho percebendo que tudo está passando muito rápido! Marinho já é todo independente, se quer assistir TV e não quer ver o que está passando na TV da sala, vai pro quarto ver DVD ou Discovery Kids. Se fica com fome, pede comida. Pede pra acompanhar até o banheiro, mas para esperar do lado de fora… O Paulo parece que ele nasceu outro dia, mas já tem seis meses. Está com dois dentinhos, engatinha, fica em pé… O pediatra liberou suquinhos e papinhas… Está me desmamando!

Coisas mais amadas de Lulú

A infância dos filhos é muito gostosa, de certa forma é uma volta à infância. Eu, que me julgava sem dotes para desenhos, aprendi a desenhar um monte de coisas e o Marinho adora pintar. Brinco de oficina com os carrinhos e motocas dele. Tento jogar vídeo game, algo em que sempre fui terrivelmente ruim. Assisto desenhos animados e leio livros (a mesma estória um milhão de vezes, com um monte de livros diferentes para ler…). A sala da nossa casa virou uma bagunça! Quero dar liberdade para o Paulo, quero que ele explore e se desenvolva, mas o piso frio é muito duro, então criei um super cercadinho com dois colchões de solteiro, cobertos por um edredom. Os sofás fazem as vezes de cerca e as almofadas aparam aqui e ali. Claro no meio disso tem os brinquedos.  No outro lado, perto do bar é o estacionamento de motocas do Marinho, tem quatro, mais um caminhão e o balde com os carrinhos de ferro.  No meu escritório também tem um canto para as bagunças deles. Alí, vale pintar parede, espalhar massinha pelo chão, pendurar coisas… Achamos isso tudo uma delícia! E quem vem nos visitar… Entenda. Temos crianças em casa. Os meninos já entendem que a casa também é deles. O Marinho adora nossa casa, fica feliz da vida na casa da minha mãe onde tem todas as regalias de casa de vó. Mas, quando a gente fala em voltar pra casa, é na hora que ele quer vir. Quando o pego na escola também não gosta de passar em outros lugares, nem na padaria. Quer vir pra “casa do Mamá”. Maravilha!

Nossa sala - Super Cercadinho & Cia

Eu e o Cí temos consciência que a farra vai acabar, que eles vão pro mundo, que não vão querer ficar na segurança do super cercadinho. Então a gente aproveita! Faz muito carinho e muita farra mesmo! Dá ataque de beijos, brinca junto, finge que tira uma foto depois do banho (todos os dias!), faz “Eeeeee família”… Eu cheiro muito eles, quero lembrar do cheirinho deles, dos olhinhos brilhantes olhando nos meus, dos sorrisos, dos carinhos que me fazem. É muuuuito maravilhosamente gostosa a sensação de que somos o centro do universo de alguém. Mas é como minha cunhada Laura diz, nós achamos que amamos muito nossos pais, infinitamente. Até sermos pais… Ahhhh… Quaaaanto amor! Não cabe na gente! Os pais amam muito mais os filhos do que eles os amam.

Segunda-feira começaram as aulas do Marinho. Escola nova, tia nova, amigos novos… Eu estava super apreensiva “morrendo de dó” porque ele adorava a escolinha, tia e amigos do ano passado. Eu pensava: “Tadinho, aquela escola é tão grande…”, “Ele gostava tanto da outra tia…”. Como é adaptação, eu pude ficar na escola. Olhando em volta… Mães aflitas! Tinha uma com a boca arqueada e segurando firme pra não chorar. Todas caladas! Detalhe: Não se ouvia um choro vindo das salas. Fiquei meio de bobeira, vendo se rolava alguma conversa pra eu me meter, nada. Pra não me envolver na atmosfera, dei uma olhada nos e-mails, Facebook, Twitter… Dez minutos se passaram e nada de Marinho. Entrei e fui dar uma espiada na janelinha da sala. Lá estava ele feliz da vida ao lado da professora, aparentemente estavam preparando um teatrinho de marionetes. A professora me viu e o avisou. Sabem o que ele fez? “Tchau mamãe!” e mandou um beijo. Saí dali feliz e aliviada. Mas estou cada vez mais certa de que realmente criamos os filhos para o mundo. Quando a gente menos espera, eles voam pra fora do ninho. Então, o negócio é aproveitar muuuito enquanto eles são pequeninos!

O Monstro

“Tô cansada” é a frase que mais me vem à cabeça ultimamente. Eu tento não ficar falando , porque parece que cada vez que a gente reclama, fica mais cansada ainda! Pra piorar sinto-me irrrrrritada! Uma bomba prestes a explodir! Credo! Mas por quê? Porque eu tenho um monstro dentro de mim! Furioso, chato, grosso, bagunceiro, preguiçoso, intolerante… Ele vive querendo colocar suas garras de fora. Mas um anjo da guarda vigilante aliado à minha consciência, vivem trancafiando esse bicho na jaula.

Foto de Ale Paiva

Fúria! - Foto de Ale Paiva

Minha avó repetia: “quando a cabeça não pensa, o corpo padece”, verdade! Mas também acho que quando o corpo padece, a cabeça não pensa. E nesses momentos a fúria, a chatice, a grosseria, tomam conta e coitado de quem está perto! Às vezes a consciência avisa e sozinha consigo me resolver. Mas outras vezes, só o toque de algum corajoso, consegue despertar a consciência. Reflito e domo o tal monstro. Escrevendo, parece fácil. Mas não é simples assim. Primeiro nego – “Eu não sou assim”. Acho-me uma vítima – “Minha vida não é a moleza que as pessoas imaginam”. Começo a refletir – “Éhhhh… Acho que ele pode ter razão”. Me coloco no lugar dos outros – “Eu não gostaria de ser tratada assim”. Então começo arrumar a bagunça que fiz… Difícil!

Agora estou num desses momentos de reflexão. Sei que estou com o corpo cansado. Mas não quero ficar escrevendo sobre os motivos que me deixam cansada. Porque são ótimos motivos! Tenho que dar graças a Deus por ter esses excelentes motivos para me cansar e muuuuita saúde pra dar conta do recado!    

Estou mais uma vez colocando esse monstro na jaula e nesses momentos é preciso selecionar o que se ouve, o que se diz e a qual situação se expor. É o que venho fazendo.

Hoje, folheando a revista Veja encontro a seguinte frase “Seleção e contenção tornam a existência mais fácil quando vêm do desejo vital de se opor às forças do inconsciente que podem nos fazer mal”. Caramba! Era da coluna da psicanalista Betty Millan, onde ela diz que selecionar e conter-se (como desejo do sujeito) é decisivo para uma atitude construtiva, mas que não é fácil.  Sabe que esse texto me deu um alívio? Sim, porque se ele está publicado numa revista de enorme circulação, como a Veja, é porque tem muita gente precisando aprender a selecionar e segurar a onda. Ufa! Não estou sozinha e estou no caminho certo!

Comidinhas da sorte

No ano que passou praticamente não escrevi. Foram tantas coisas… Repouso na gravidez, adaptação do Marinho à escola, saída da Celina (a amiga que cuidava de tudo e todos aqui em casa), nascimento do Paulo, adaptação da nova assistente (que não se adaptou), cirurgia do Marinho, viagem, saída repentina da assistente, correria de final de ano… Acabou 2010!

Apesar da correria, um ano muito bom e muito especial. Principalmente pela chegada do Paulinho que é um ser iluminadíssimo que veio completar a nossa família.

Promessa pra 2011: Voltar a cuidar de mim e fazer as coisas que gosto, tais como escrever!

Meu último post do ano passado foi um sucesso, está entre os mais acessados do meu bloguinho. Um orgulho! O assunto? Simpatias para um ano melhor. Adooooro! Neste ano vou seguir a mesma linha, falando de comidinhas que trazem sorte.

Uvas: Uvas atraem dinheiro, saúde e paz. Tá bom pra você? O ritual é comer 12 bagos de uvas à meia noite. Tem gente que completa: Além de comer os 12 bagos, faz pedidos para cada um que come e guarda as sementes na carteira durante o ano todo. Já fiz dessa forma completa e apenas comi as uvas também. Aliás, há anos que apenas como as uvas…

Arroz: Para os japoneses e libaneses o arroz é símbolo de fartura e não podem faltar na mesa de Réveillon.

Lentilha: Dizem que por possuir o formato de moeda e aumentar bastante de volume quando cozida, traz muita fartura e abundância. Tem que comer após a meia noite. Essa eu sigo mesmo! E desde o ano passado com os pés fora do chão.

Carne de Porco: Como o porco fuça para frente é relacionado à prosperidade e fartura. Deve ser servido na ceia. Aliás, dizem que só devem ser evitadas carnes de animais que ciscam. Ano passado comemos bacalhau, foi um ano excelente! O ano que comemos salmão na ceia também foi espetacular. Então, também recomendo os peixes.

Louro: Ele pode ser estar nas receitas, ser espalhado pela casa ou em enfeites. Pode trocado entre os convidados a meia-noite, as folhas devem ser guardadas na carteira. O louro simboliza dinheiro e prosperidade.

Pipoca: A tradição nordestina é tomar banho de pipoca. Pesquisando vi no blog Sob o signo do Sincretismo que no candomblé “O banho de pipoca acontece para pedir ou agradecer coisas boas que o santo protetor dos doentes fez para quem é devoto, e também para “limpar o corpo” de olho-gordo e de todo tipo de problema.”

Romã: Símbolo de prosperidade, a romã é famosa por atrair dinheiro. Coma sete gominhos e guarde as sementes na carteira. Tem quem faça esse ritual no dia de Reis (6 de janeiro). Pra ser sincera, não me lembro de já ter feito esse, romã é difícil de ser encontrada…

Nozes, castanhas, tâmaras e avelãs: Tê-las na mesa é certeza de um ano repleto de fartura, segundo a tradição árabe.

Açúcar e canela: Quer um ano com mais amor e alegria? Junte estes dois ingredientes na sua receita doce.

Olhe, dá pra montar um belo cardápio com esses alimentos e atrair um ano cheio de amor, prosperidade, alegria, dinheiro e saúde. Coloque uma toalha branca na mesa pra chamar a paz e pronto! Que venha 2011, repleto de coisas boas!

Bom apetite e feliz 2011!!!

Adicionado em 31.12.10: Mais sorte ainda!

Vi no anúncio da revista Máxima “+ receitas para dar sorte”, comprei! Não irei transcrever as receitas, mas vou contar quais alimentos, além dos já citados acima, que trazem sorte.

Pitanga: “No Nordeste, é hábito das famílias servir pratos decorados com folhas de pitanga – fruta que traz fartura e muita prosperidade”

Mel: “… outro alimento comum no fim do ano, era dado de presente na Roma Antiga, como forma de desejar uma vida longa e doce para os amigos.”

Frutas: “A tradição manda comer frutas bem doces, como maçã, morango, framboesa e cereja na ceia do révellion”

Grão-de-Bico: Traz sorte e fartura para o ano que se inicia.

Mais sobre as “amêndoas e castanhas”: “São bem vindas por despertarem o vigor sexual de acordo com os ciganos.”

Ainda adorei a o texto explicativo sobre os peixes: “Como o atum, dourado, e o salmão, o bacalhau é um peixe destemido e corajoso, pois migra dos mares em busca de condições favoráveis para a desova. Não pode faltar na sua mesa justamente por essas características positivas.”

O cardápio aqui em casa terá carne de porco na ceia e bacalhau e salmão no almoço.

Mais uma vez: Feliz 2011!!! Um ano repleto de paz, saúde, amor, sorte e sucesso!

Quanta ansiedade!!!

Como somos ansiosos… Com nossas vidas e com a dos outros também. Desde que somos gerados, já existem expectativas a nosso respeito: “Como ele será? Será parecido com o pai ou com a mãe?” É uma sede de antecipar tudo e o presente muitas vezes se perde em meio  a  toda essa ansiedade.

Hoje ouvi uma música do Lulú Santos que me deixou pensando… Tem uma hora que ele canta assim:

“Tamanha pressa de chegar a nenhum lugar
Só pra ter a sensação
De que a vida passa assim como um tufão…”

Lembrei-me de quando tinha 13 anos, ouvia essa música e a achanava “non-sense”, mas eu estava sempre pensando em quando seria mais velha e viveria mil amores, trabalharia, viajaria… Que bobagem! Devia ter curtido mais as minhas idas ao Playcenter, os picolés que tomavamos na porta da escola, as conversas bobas das minhas amigas, as músicas do Duran Duran e do A-ha… Tudo passou, nunca mais voltou e nem voltará! Não que eu não tenha vivido ou curtido, mas estava sempre preocupada com o que aconteceria no futuro: Quando teria o primeiro namorado? Onde iria trabalhar? Com quantos anos me casaria? Quantos filhos teria? E por aí vai… Que sacanagem comigo mesma! “Tamanha pressa de chegar a nenhum lugar”

E não foi assim apenas nessa época. Quando comecei a trabalhar, aos 16 anos, me privava de muita coisa para juntar dinheiro e comprar um carro, mas… Pra onde ele me levaria? Depois que comprei o primeiro, juntava dinheiro para trocar… Mas e o passeio que o carro me proporcionaria? Nada! Casei, não juntava dinheiro pra nada, porque meu salário de estagi á ria era pra pagar a faculdade e despesas. “Quando isso vai acabar? Será que algum dia eu vou conseguir conhecer Fernando de Noronha? E os Estados Unidos? E a Europa?”Me separei e aí vivi três anos no mais puro hoje, viajei, saí, flertei… Daí também cheguei a ser inconsequente… Fali! Mas vivi e eu precisava aprender a viver o hoje.

Chegando aos 30 as coisas mudaram e hoje a vida é ponderada. Viajamos, saímos, curtimos, mas guardamos um pouquinho pra amanhã também. Afinal, agora temos filhos.

Os filhos… Tenho que me segurar pra não ser ansiosa com o desenvolvimento dele. E como as pessoas cobram as outras… “Ele ainda não anda?”, “Não vai à escolinha?”,“Não come sozinho?”, “Ele ainda não fala?”, “Você ainda não tirou as fraldas dele?” Eu acho isso tudo tão chato!!! Claro que podemos estimular o desenvolvimento das crianças, mas isso é diferente de forçar.  O incrível é que muita gente que faz esses questionamentos são pais de jovens ou adultos, logo já passaram por isso, mas acho que se esquecem.  Também se esquecem que seus filhos cresceram e continuam cuidando de tudo para eles, da organização das roupas à organização logística para a viagem com os amigos. Acho que vou começar a perguntar: “Mas com 25 anos ainda não sabe comprar comprar uma passagem aérea?”(Bem, isso foi só um desabafo, vamos voltar a ansiedade) . 

Nesse esforço de viver o hoje, tento aproveitar cada momento da infância do meu filho: O cheirinho de bebê (eu o cheiro muito, quero lembrar sempre desse perfume), a farra dos banhos, seus desenhos e massinhas, brincar na areia da praia, cada palavra, sorriso, dancinha, gracinha, a carinha feliz quando vou buscá-lo na escola… Quero ver tudo e hoje! O que ele fará amanhã, verei amanhã.

Não foi fácil chegar a esse momento de “curtição do hoje”. Logo que o Marinho nasceu fiquei na pilha de quando eu voltaria a trabalhar e retomaria meu projeto de mestrado. Todo mundo perguntava isso também. Com a ajuda do Cí, consegui baixar essa ansiedade e enxergar que, com a vida que escolhemos, só será possível daqui  a  uns três anos. Então, viverei esse momento quando ele chegar. Hoje, vou aproveitar a sorte e o privilégio de poder fazer o que tantas mães sonham, vivenciar o crescimento de seus filhos (Paulinho está chegando na área!). Tudo isso vai passar e nunca mais poderei viver o que posso viver hoje.

Como diria a música do Legião:

“É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Prá pensar
Na verdade não há…”

 P.S.: A música do Lulu Santos a qual me refiro é “Um pro outro”, gravada em 1986 no álbum “Lulu”.

P.S.2: A música do Legião Urbana a qual me refiro é “Pais e Filhos”, gravada em 1989 no álbum “As Quatro Estações”.

Nem tudo está nos livros, mas vale a pena lê-los!

Quando nos tornamos mães nos tornamos mulheres mais solidárias. Estamos sempre oferecendo ajuda (na medida do que podemos fazer) para amigas que também estão entrando nessa aventura.

Sou uma pessoa que gosta bastante de ler, não apenas livros, mas… Ainda acho que livros são fontes importantíssimas de informações. Então, de forma geral, quando quero me aprofundar em algum assunto, logo procuro livros que falem a respeito dele. Com a gravidez e a maternidade não vem sendo diferente.  Desde o início da gravidez do Marinho procurei nessas preciosas fontes informações para lidar com essa nova realidade. Quero deixar bem claro que não acho que o que os livros dizem são verdade absoluta ou substituem o conhecimento médico ou até mesmo de nossas avós e mães. Mas ajudam muito a ter algum conhecimento para conversar, discutir e chegar a decisões mais seguras.

Logo que engravidei uma colega de trabalho, Alexandra, indicou-me um livro ótimo: A Bíblia da Gravidez , de Wladmir Taborda e Alice D’Agostini Deutsch (ISBN: 8586889210). Esse livro é realmente um guia completo sobre gestação e primeiras semanas do bebê. Elucidativo, perfeito para tirar dúvidas, acompanhar o desenvolvimento do bebê e a evolução da gravidez. As únicas partes que não gosto de ler, pois me impressiono, são as partes que falam sobre complicações na gestação, partos complicados e problemas de saúde preexistentes. Mas isso é porque eu me impressiono com certa facilidade, daí evito. Ganhei o livro do Cí logo que descobrimos a gravidez, mas ganhei outro exemplar no curso de gestantes do Hospital Albert Einstein. Acho que toda grávida “necessita” de um exemplar desses em casa. Outro livro que ganhei, foi Estou Grávida! E Agora? Confidências À Nova Mãe, de Lorraine C. Ladish (ISBN: 8576651688). Esse livro foi escrito por uma espanhola. Ela escreve durante a sua segunda gravidez, é um relato bem fiel ao que acontece na real, sabe? Destaque para o capítulo onde ela trata da amamentação. No final de cada capítulo tem o que dizem os especialistas e o que dizem outras mães. É muito legal! A única coisa que você vai ter que dar um desconto é nas diferenças culturais, por exemplo: O aborto é legal na Espanha, então isso é tratado de uma forma muito natural. Ela fala muito em andar de ônibus e trem com criança… Isso, aqui, é só em caso de necessidade… E por aí vai. Mas vale muito a pena!

Logo na primeira consulta com o pediatra do meu filho, Dr. Marcelo Silber, ele recomendou a leitura de vários livros, imaginem se eu não amei e li (reli e releio) todos? Ele indicou:

Seu Surpreendente Recém Nascido, de Marshall H. Klaus e Phyllis H. Klaus (ISBN:  8573075937) Esse livro é muuuuito legal, pegue para ler no finalzinho da gravidez.  Porque ele fala de algumas coisas que o bebê já faz dentro de nossas barrigas e continua pelas duas primeiras semanas de vida do bebê. Vai ajudar muito a entender e a perceber coisas maravilhosas de um bebê.

Ouvindo Uma Criança, de T. Bery Brazelton (ISBN: 853361053X) Esse livro aborda questões psicológicas que envolvem uma criança desde seu nascimento. Aliás, li em uma resenha perfeita sobre esse livro no blog da Cris Dias “…Temores, alimentação e distúrbios do sono, dores de estômago, asma; estes são os problemas que, vez ou outra, perturbam os pais. Segundo Brazelton, a maioria deles faz parte do processo de crescimento. Somente quando os pais acrescentam a sua própria ansiedade ao impulso natural de solucionar os problemas é que fatos como chupar o dedo, molhar a cama, etc. acabam se transformando em problemas crônicos. Se conseguirem aprender a ouvir, a compreender o stress que pode se esconder por trás de males psicossomáticos eles poderão não apenas eliminar as tensões desnecessárias, mas também contribuir para a auto-compreensão da criança.” Como ele é organizado por assuntos, vivo consultando.

O Despertar do Bebê – Práticas de Educação Psicomotora, de Janine Lévy (ISBN: 9788533623866) A autora apresenta um método para despertar o corpo do bebê sem forçar o ritmo natural, mas o acompanham e estimulam.  Eu usei muito! Meu filho virou, engatinhou e sentou bem rápido. Mas isso não é o melhor, o mais gostoso é “fazer os exercícios” com o bebê, é uma forma de brincar segura e que estimula a criança. Já indiquei esse livro pra muita gente.

A Saúde de Nossos Filhos, da Pediatria do Hospital Albert Einstein (ISBN: 8574024821) Muito elucidativo sobre saúde e cuidados com as crianças. Foi o mais caro de todos, mas um dos que mais uso, qualquer dúvida sobre doenças e seus sintomas, recorro a ele!

Shantala, de Frederick Leboyer (ISBN: 8571870292) O livro é muito bonito, explica a técnica da Shantala de modo poético. A resenha do livro, que é uma parte do texto da contra capa, dá uma bela idéia de quão linda é essa obra:

“As primeiras semanas que se seguem ao nascimento
são como a travessia de um deserto

Depois do calor no seio materno,
depois do terrível estrangulamento do nascimento,
a enregelada solidão do berço.
A seguir, aparece uma fera,
a fome

Nutrir a criança?
Sim.
Mas não só com leite.
É preciso pegá-la no colo.
É preciso acariciá-la, e embalá-la.
E massageá-la.

É necessário conversar com sua pele,
falar com suas costasque têm sede e fome,
como sua barriga.

Nos países que preservaram
o profundo sentido das coisas,
as mulheres ainda se recordam disso tudo.
Aprenderam com suas mães
e ensinarão às filhas
essa arte profunda, simples
e muito antiga
que ajuda a criança a aceitar o mundo
e a sorrir para a vida.”

Apesar ter feito a massagem completa muito menos vezes do que gostaria de ter feito, uso partes das técnicas para fazer a massagem pós banho do meu filho, ele ama! Com dois anos e meio já pede para eu fazer, imaginem como isso deve ser gostoso!

Esses livros me atenderam perfeitamente no primeiro ano do Marinho, mas depois disso fica mais difícil encontrar obras que falem das crianças.

Por conta própria comprei Momentos Decisivos do Desenvolvimento Infantil, de T. Berry Brazelton (ISBN: 8533603304) Li a resenha no site da livraria, achei que seria bom. Confiei ainda mais pelo livro ser do mesmo autor de um dos livros que o Dr .Marcelo havia indicado e eu gostado. Não me arrependi! O livro é bem completinho e tem informações sobre fases do desenvolvimento das crianças até os 6 anos. Também comprei “Domando Sua Ferinha, de Dr. Christopher Green (ISBN: 8588350254), livro fininho, de leitura rápida, foi muito bom pra cair na real que meu “bebê” de um ano e meio já era uma criancinha cheia de vontades, manhas e birras. Dá bastante dicas sobre disciplina e como ela pode ajudar a termos um dia-a-dia mais fácil.  Comentando com Dr. Marcelo sobre minhas leituras, ele indicou Criando Meninos, de Dr. Steve Biddulph (ISBN: 8588350068), confesso que quando o vi na sessão de Auto-Ajuda, fiquei cheia de preconceitos. Bobeira! O conteúdo é bem atual, esclarecedor e a qualidade do texto é maravilhosa! Realmente acredito que esse livro pode nos ajudar criar homens (não garotinhos da mamãe) equilibrados e felizes.

Bem, essas são as minhas dicas, espero que ajude muitas mães perdidonas e sedentas por informação, assim como eu. Ah! E se tiver dicas, pode mandar! Adoro!